Durante o mês de maio ocorreu uma votação para escolher o(a) padroeiro(a) da comunidade. Há cerca de quatro anos utilizamos uma imagem de Nossa Senhora Desatadora dos Nós para acompanhar a oração do terço que é feita nas famílias, a imagem fica com a família até a semana seguinte, quando é levada à outra família que receberá o grupo de oração. Mas, como várias pessoas que não participam das atividades da comunidade votaram, N. Sra. Desatadora de Nós ficou em segundo lugar na pesquisa. N. Sra. Aparecida ficou em primeiro lugar e N. Sra. de Fátima ficou em terceiro.
O nosso pároco, por razões pessoais, decidiu que a padroeira da comunidade, deverá ser N. Sra. de Fátima. Nem todos concordamos, mas em obediência acatamos a decisão, mesmo porque sabemos que, independente do título, é a mesma Maria Santíssima que continuará a interceder por nós.
Ontem realizamos em nossa comunidade um evento na praça do bairro para encerrar o mês de maio. O evento contou com louvor, oração do terço, coroação de Nossa Senhora e celebração da Santa Missa. Era uma noite em que, apesar do frio, não ventava nem chovia. Pouco antes de iniciarmos a oração do terço, uma rajada de vento derrubou a mesa sobre a qual estava posta a imagem da N. Sra. Desatadora dos Nós, fazendo com que esta se despedaçasse. A coordenadora da comunidade foi até a sua casa e trouxe uma outra imagem, também de N. Sra. Desatadora de Nós para substituir a que fora quebrada. Rezou-se o terço, fez-se a coroação, iniciou-se a Missa, na qual o pároco oficializaria N. Sra. de Fátima como nossa padroeira. Instantes depois do anúncio, outra rajada de vento veio e a mesa virou novamente, quebrando a outra imagem trazida.
No fim do evento conversávamos sobre isso pois é inexplicável o que aconteceu. Não havia vento. Então, pq duas rajadas de vento quebraram duas imagens de Nossa Senhora? Será que as imagens se quebram quando há forças do inimigo atuando num ambiente? Ou será pq, pelos testemunhos da comunidade, a padroeira deveria ser a N. Sra. Desatadora dos Nós?
E o sobrenatural se manifestou entre nós
O amor
Eu estava no Yahoo!Respostas quando me deparei com a seguinte pergunta: "O que é o amor?"
Há alguns anos atrás, eu conseguiria responder facilmente, Hoje, algumas de minhas crenças sobre o amor desapareceram em meio ao cientificismo que invade gradativamente algumas áreas de minha vida.
Entretanto, quando penso em amor, recordo quase que imediatamente de três textos similares: o capítulo 13 da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, o épico poema de Camões (Amor é fogo que arde sem se ver) e a bela música da Legião Urbana (Montecastelo). Escritos em épocas diferentes, falam de forma sobre o mais complexo dos sentimentos humanos. Cronologicamente, pode-se dizer os textos foram se complementando.
Segue abaixo o poema de Luiz de Camões:
Há alguns anos atrás, eu conseguiria responder facilmente, Hoje, algumas de minhas crenças sobre o amor desapareceram em meio ao cientificismo que invade gradativamente algumas áreas de minha vida.
Entretanto, quando penso em amor, recordo quase que imediatamente de três textos similares: o capítulo 13 da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios, o épico poema de Camões (Amor é fogo que arde sem se ver) e a bela música da Legião Urbana (Montecastelo). Escritos em épocas diferentes, falam de forma sobre o mais complexo dos sentimentos humanos. Cronologicamente, pode-se dizer os textos foram se complementando.
Segue abaixo o poema de Luiz de Camões:
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões
A vitória não é individual
Pouco ou nada conseguimos sozinhos. Sempre precisamos de alguém que esteja nos dando apoio para atingirmos nossos objetivos. E, independente da religião que seguimos, contamos também com um Ser superior. Quem se julga capaz de vencer sozinho, cedo ou tarde descobrirá que construiu castelos de areia...
Bi-campeão!!!
O Botafogo vencia por 1 à 0, eu já me preparava para assistir a uma disputa nos pênaltis, já que o Flamengo não estava se apresentando com a raça habitual. Dois lances bizarros marcavam o jogo até então: a furada impressionante de Ibson de cara pro gol e a falha indescritível do goleiro Bruno. "Seria o cansaço após o jogo no México da última quarta-feira?" - pensei. Termina o primeiro tempo. No intervalo Joel anuncia que fará mudanças no time. Início do segundo tempo e entram em campo Diego Tardelli, o talentoso, e Obina, o xodó. Então... Obina empata o jogo e a torcida, em êxtase, canta e empurra o time para o ataque. O campeonato seria nosso! Outro gol: agora, de Diego Tardelli. Pronto! Já dava para dizer que seríamos campeões, sem sombra de dúvida, com a torcida jogando junto, o Flamengo é imbatível. Antes de terminar o jogo, Obina faz mais um. Que virada! Flamengo 3 X 1! Técnico e capitão do Botafogo, em entrevista coletiva, afirmam que o Flamengo venceu, principalmente, devido à inteligência de Joel Santana e à torcida rubro-negra, que atuou como o décimo segundo jogador. O que importa é que uma nação imensa de torcedores felizes vai dormir com a certeza de que ainda terá motivos para outras alegrias nesse ano. Como é bom ser Flamengo!... Como é bom cantar:
"Ó, meu Mengão Eu gosto de você Quero cantar ao mundo inteiro A alegria de ser rubro-negro Conte comigo, Mengão Acima de tudo Rubro-negro"
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Esperança II
A esperança entrou em meu quarto e por lá ficou por um bom tempo. Não sei ao certo o quanto. Contudo, sei que durante a madrugada acordei e ouvi os pequenos ruídos que fazia enquanto se movia.
Pensei que ela pudesse estar querendo ir embora e que eu devesse abrir as janelas para que ela se fosse. Mas pensei também que não se deve deixar a esperança ir embora tão facilmente e que a permanência do pequeno inseto ultrapassava o fato em si, a esperança em meu quarto tornara-se irremediavelmente metafísica.
Alguns segundos depois, levantei-me de minha cama e fui à janela. Deixei-a entreaberta. Se assim o quisesse, a esperança poderia sair. A esperança não deve estar desprovida de liberdade.
Pensei que ela pudesse estar querendo ir embora e que eu devesse abrir as janelas para que ela se fosse. Mas pensei também que não se deve deixar a esperança ir embora tão facilmente e que a permanência do pequeno inseto ultrapassava o fato em si, a esperança em meu quarto tornara-se irremediavelmente metafísica.
Alguns segundos depois, levantei-me de minha cama e fui à janela. Deixei-a entreaberta. Se assim o quisesse, a esperança poderia sair. A esperança não deve estar desprovida de liberdade.
Esperança
Entrei no meu quarto e me surpreendi com a esperança à minha espera. O que vem este pequeno ser me demonstrar? Ainda não sei. Mesmo assim, espero.
Olhar
Nos olhamos
E naqueles instantes infindos
Algo de belo foi dito por nós
Sem nenhuma palavra...
Apenas nossos olhos
Se comunicando
Repetindo a cada encontro
Aquilo que nossas bocas
Teimosamente
Se negam a pronunciar
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