Estava assistindo o RJ Intertv(noticiário regional) e tive que aumentar o volume da televisão para ouvir algo que parecia mentira, invenção de piadista, mas que aconteceu no município de Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro e que já foi divulgado na Internet:
"Uma sentença do 2º Juizado Especial Cível de Campos, no Norte Fluminense, causou polêmica no Tribunal de Justiça do Rio.
No documento que determinava a indenização por danos morais a um consumidor que comprou uma TV com defeito, o juiz Cláudio Ferreira Rodrigues explica que o aparelho é considerado essencial nos lares brasileiros citando jogos do Flamengo e o “Big Brother Brasil”.
A matéria foi publicada nesta terça-feira (3) no jornal "O Globo". Na internet, é possível acessar o processo na íntegra.
'Sem ele, como o autor poderia assistir as gostosas do Big Brother, ou Jornal Nacional, ou um jogo do Americano x Macaé, ou principalmente jogo do Flamengo, do qual o autor se declarou torcedor?', detalhou o juiz na sentença.
Ele ironiza ainda torcedores de outros times cariocas: 'Se o autor fosse torcedor do Fluminense ou do Vasco, não haveria a necessidade de haver televisor, já que para sofrer não se precisa de televisão'.
Ao final do texto, Rodrigues determina que a loja pague R$ 6 mil de danos morais ao consumidor."
Se quiser conferir: http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL984130-5606,00-GOSTOSAS+DO+BBB+E+JOGOS+DO+FLAMENGO+SAO+CITADOS+EM+SENTENCA+DE+JUIZ.html
Bem, a forma com que a sentença foi promulgada, com o "estilo" textual utilizado pelo Meritíssimo Juiz Cláudio Ferreira Rodrigues, dividiu opiniões. O valor da sentença que o consumidor receberá como idenização está de bom tamanho, mas a finalidade que o juiz atribui a um aparelho de televisão... é questionável...
Num país onde grande parte da população é comodista, vivendo na alienação política que foi gerada, entre outros, pela TV - particularmente a Rede Globo - que manipula indiretamente a mentalidade social do brasileiro me causa espanto uma autoridade exaltar três ícones da alienação: o Big Brother, o Jornal Nacional e o futebol. A naturalidade com que ele respondia a s perguntas do repórter que foi entrevistá-lo até me fez rir por uma das perguntas do repórtes era porque ele não citou o Botafogo na sentença. E a resposta foi: " O Botafogo tem menos torcida! Até esqueci dele, mas respeito muito esta instituição desportiva."
Sem mais por hoje.
Aconteceu em Campos...
Pedaços de músicas que vagueiam em minha mente nostálgica
"Queixo-me às rosas
Mas que bobagem
As rosas não falam"
Beth Carvalho
"Preciso tanto
Aproveitar você
Olhar teus olhos
Beijar tua boca
Ouvir palavras
De um futuro bom"
Aproveitar você
Olhar teus olhos
Beijar tua boca
Ouvir palavras
De um futuro bom"
Jota Quest
"Eu não sei pra onde vou
Pode até não dar em nada
Minha vida segue o sol
No horizonte dessa estrada..."
Leandro e Leonardo
"Até parece que você já tinha
O meu manual de instruções
Porque você decifra os meus sonhos
Porque você sabe o que eu gosto"
Pitty
"Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos..."
Legião Urbana
"A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora"
Caetano Veloso
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
A noite e a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece
No quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora"
Caetano Veloso
"Bem que se quis
Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?..."
"Não sou eu quem me navega Depois de tudo
Ainda ser feliz
Mas já não há
Caminhos prá voltar
E o quê, que a vida fez
Da nossa vida?
O quê, que a gente
Não faz por amor?..."
Marisa Monte
Quem me navega é o mar
Não sou eu quem me navega
Quem me navega é o mar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar
É ele quem me carrega
Como nem fosse levar"
Paulinho da Viola
"Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar"
Chico Buarque
No MSN
_ oi!
_ oi!
_ tudo bem?
_ sim. e vc? cm vai?
_ tô bem.
_ está em casa?
_ tô. e sozinho de novo.
(Passados alguns minutos...)
_ cadê vc?
_ estou aqui. cm está o tempo aí no Rio?
_ está meio frio.
_ aqui também.
_ choveu muito hj.
_ aqui não choveu, faz frio, está tudo nublado mas não vai chover.
_ não vai chover?
_ não!!!
_ cm vc sabe disso?
_ pela direção do vento.
_ ah... vc só vai ficar falando sobre o tempo?
_ rsrsrs... quer falar sobre o que?
_ sobre vc.
_ tá bem.
_ pq vc está assim hoje?
_ ???
_ parece estranha.
_ estou pensativa.
_ pensando em que?
_ pensando no caos político-social das sociedades globalizadas.
( Por algum motivo, a conversa encerrou-se assim. Indefinida e toscamente...)
_ oi!
_ tudo bem?
_ sim. e vc? cm vai?
_ tô bem.
_ está em casa?
_ tô. e sozinho de novo.
(Passados alguns minutos...)
_ cadê vc?
_ estou aqui. cm está o tempo aí no Rio?
_ está meio frio.
_ aqui também.
_ choveu muito hj.
_ aqui não choveu, faz frio, está tudo nublado mas não vai chover.
_ não vai chover?
_ não!!!
_ cm vc sabe disso?
_ pela direção do vento.
_ ah... vc só vai ficar falando sobre o tempo?
_ rsrsrs... quer falar sobre o que?
_ sobre vc.
_ tá bem.
_ pq vc está assim hoje?
_ ???
_ parece estranha.
_ estou pensativa.
_ pensando em que?
_ pensando no caos político-social das sociedades globalizadas.
( Por algum motivo, a conversa encerrou-se assim. Indefinida e toscamente...)
Refletindo...
"Difícil não é explicar os que tentaram uma ação desesperada.
É explicar a ineficácia dessa ação.
O x da questão
não é encontrar na vida de alguns
as causas de serem diferentes,
mas na vida de todos a permanência assombrosa da indiferença."
Herbert Daniel, Passagem para o próximo sonho, p.46.
É explicar a ineficácia dessa ação.
O x da questão
não é encontrar na vida de alguns
as causas de serem diferentes,
mas na vida de todos a permanência assombrosa da indiferença."
Herbert Daniel, Passagem para o próximo sonho, p.46.
O primeiro é inesquecível
O meu blog ganhou o seu primeiro selo! Para mim isso é significativo, um sinal de que é mesmo necessário, algumas vezes, fazer um blá, blá, bla - escrever só por escrever, sem pretensões maiores.
Muito obrigada pelo selinho, Vandi (do blog Lágrimas com Sorrisos). Vindo de uma pessoa especial e sensível como você este selo tem ainda mais valor para mim.
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Muito obrigada pelo selinho, Vandi (do blog Lágrimas com Sorrisos). Vindo de uma pessoa especial e sensível como você este selo tem ainda mais valor para mim.
Ah, é este o selo!!!
Aproveito para repassá-lo para a Natália, para a Silvana, que tem a mente improdutivamente mais produtiva que conheço, e para a Sammyra, que com maestria leva meu sentimento a borboletear por aí.
Aproveito para repassá-lo para a Natália, para a Silvana, que tem a mente improdutivamente mais produtiva que conheço, e para a Sammyra, que com maestria leva meu sentimento a borboletear por aí.
Viva as férias!!!
Até fevereiro estarei de férias. Como 2008 foi um ano de muitas atividades e, por isso mesmo, gerou muito cansaço, estou deixando a preguiça tomar conta de mim despudoradamente. Ainda não fui muito à praia, visitei minha avó, vou ao centro da cidade de vez em quando sem prepação com a hora de voltar para casa.
Quando estou em casa fico assistindo TV, conectada na Internet, lendo - o livro do momento é A Ditadura Envergonhada, de Élio Gaspari - ou dormindo. Aliás, o que mais gosto de estar de férias é poder ficar acordada durante quase toda a madrugada e dormir durante parte do dia.
Como boa preguiçosa, quando tenho que fazer meu próprio almoço faço alguma coisa que seja simples e fácil. Então, por achar que existam outros preguiçosos de plantão, resolvi colocar aqui uma das receitas mais fáceis que costumo fazer.
Cozinhe 1 batata inglesa - bem lavada - com casca. Depois que estiver cozida, a casca pode ser retirada, mas não é necessário. Pegue a batata e corte-a ao meio, sem que a faca separe as duas partes. Coloque na abertura que foi feita o recheio (no último que fiz misturei 1 colher de maionese, 1 colher de requeijão, 2 azeitonas picadas, alcaparras, 1/2 tomate picado, um pouco de cebola picada e algumas gotas de molho de pimenta). Leve ao forno por alguns minutos e já está pronta a batata.
Quando estou em casa fico assistindo TV, conectada na Internet, lendo - o livro do momento é A Ditadura Envergonhada, de Élio Gaspari - ou dormindo. Aliás, o que mais gosto de estar de férias é poder ficar acordada durante quase toda a madrugada e dormir durante parte do dia.
Como boa preguiçosa, quando tenho que fazer meu próprio almoço faço alguma coisa que seja simples e fácil. Então, por achar que existam outros preguiçosos de plantão, resolvi colocar aqui uma das receitas mais fáceis que costumo fazer.
Batata para preguiçoso
(porção individual, porque preguiçoso que se preza faz o mínimo possível na cozinha)
(porção individual, porque preguiçoso que se preza faz o mínimo possível na cozinha)
Cozinhe 1 batata inglesa - bem lavada - com casca. Depois que estiver cozida, a casca pode ser retirada, mas não é necessário. Pegue a batata e corte-a ao meio, sem que a faca separe as duas partes. Coloque na abertura que foi feita o recheio (no último que fiz misturei 1 colher de maionese, 1 colher de requeijão, 2 azeitonas picadas, alcaparras, 1/2 tomate picado, um pouco de cebola picada e algumas gotas de molho de pimenta). Leve ao forno por alguns minutos e já está pronta a batata.
Adeus, ano velho!...

Sei que todo mundo já está cansado de ouvir a velha canção de final de ano, mas este ano para mim ela adquiriu para mim um significado utopicamente real. Quero acreditar que tudo o que ela diz é verdade: no ano novo tudo vai melhorar... Não fiquei tão tola a ponto de pensar que com a passagem de um ano para o outro - que é algo meramente simbólico - os problemas desaparecem e a vida se transforma num mar de rosas, mas é que 2008 não foi um dos meus melhores anos.
Posso dizer, sem a menor sombra de dúvida, que 2008 foi o ano em que conclui pouco do que tentei fazer e o que conclui não ficou tão bem feito assim. Foram tantas as atividades que eu tinha que realizar que tudo se confundiu! Deixei a desejar no trabalho, na igreja, na família, na faculdade, na vida social. Não foram raras as situações em que precisei deixar algo inacabado para me dedicar a outra coisa que precisava ser feita. Isso sem contar o pé engessado, as crises de sinusite, as dores no pulso, os problemas oftalmológicos. Pessoas queridas partiram para sempre, entre elas a tia que mais amava. Enfim, 2008 é um ano que, se eu pudesse, esqueceria.
E Braudel... nossa! Ainda falta muito para entendê-lo, mas acho que agora conheço um milésimo de sua teoria. Chego a pensar que nunca compreenderei sequer o básico sobre ele. Mas sinto uma necessidade de buscar esse conhecimento que me falta, além de outros vários.
Só me resta dizer: adeus, 2008! 2009 tem que ser melhor, deposito muitas de minhas esperanças no ano que virá apesar de saber que, com isto, corro o sério risco de fracassar. Mas não é vergonha o fracasso, a derrota, a perda. Vergonha dolorosamente marcante é não tentar fazer algo.
Uma professora da disciplina (hoje extinta) Metodologia dos Estudos Socias ao se despedir da turma num fim de ano, nos deixou uma poesia de Mário Quintana que, desde então, ressoa em minha mente quando dezembro chega.
Posso dizer, sem a menor sombra de dúvida, que 2008 foi o ano em que conclui pouco do que tentei fazer e o que conclui não ficou tão bem feito assim. Foram tantas as atividades que eu tinha que realizar que tudo se confundiu! Deixei a desejar no trabalho, na igreja, na família, na faculdade, na vida social. Não foram raras as situações em que precisei deixar algo inacabado para me dedicar a outra coisa que precisava ser feita. Isso sem contar o pé engessado, as crises de sinusite, as dores no pulso, os problemas oftalmológicos. Pessoas queridas partiram para sempre, entre elas a tia que mais amava. Enfim, 2008 é um ano que, se eu pudesse, esqueceria.
E Braudel... nossa! Ainda falta muito para entendê-lo, mas acho que agora conheço um milésimo de sua teoria. Chego a pensar que nunca compreenderei sequer o básico sobre ele. Mas sinto uma necessidade de buscar esse conhecimento que me falta, além de outros vários.
Só me resta dizer: adeus, 2008! 2009 tem que ser melhor, deposito muitas de minhas esperanças no ano que virá apesar de saber que, com isto, corro o sério risco de fracassar. Mas não é vergonha o fracasso, a derrota, a perda. Vergonha dolorosamente marcante é não tentar fazer algo.
Uma professora da disciplina (hoje extinta) Metodologia dos Estudos Socias ao se despedir da turma num fim de ano, nos deixou uma poesia de Mário Quintana que, desde então, ressoa em minha mente quando dezembro chega.
Esperança
Mário Quintana
Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Texto extraído do livro "Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.
Feliz Ano Novo!!!
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